Apocalipse 1
Tyndale Open Study Notes · Tyndale Open Study Notes
Apocalipse 1:1
1:1-11 Apocalipse abre com uma introdução em três partes, incluindo um prólogo (1:1-3), uma introdução em carta (1:4-8) e uma introdução histórica (1:9-11). 1:1 A palavra revelação (do grego apokalupsis) introduz a natureza visionária do livro como escrita apocalíptica (ver Introdução ao Livro de Apocalipse, “Escrita Apocalíptica”). Deus comunica sua mensagem inspirada por meio de símbolos, números e imagens misteriosas. • de (ou de) Jesus Cristo: Ele é tanto a fonte quanto o tema principal do livro. • os acontecimentos que deverão ocorrer em breve: Cp. 3:11; 22:6-7; Lucas 18:8; Romanos 16:20.
Apocalipse 1:2
1:2 relatado (grego martureō). . . testemunho (do grego marturia): Estas palavras gregas intimamente relacionadas indicam um testemunho autêntico e enfatizam que o testemunho sacrificial de Jesus e o testemunho autêntico de João são a base para a revelação.
Apocalipse 1:3
1:3 Deus abençoa: Apocalipse contém sete promessas de bênção (1:3; 14:13; 16:15; 19:9; 20:6; 22:7, 14). • ouvir . . . e obedecer: Ouvir autenticamente implica obediência.
Apocalipse 1:4
1:4-8 A segunda introdução (ver nota de estudo em 1:1-11) está no estilo de uma carta grega. 1:4 Para as sete igrejas não significa que havia apenas sete igrejas na província romana da Ásia, mas que estas sete igrejas representam o grupo inteiro. Graça e paz são uma saudação cristã típica (ver notas de estudo em 2 Coríntios 1:1-2; 2 Tes 1:1-2). A ordem das duas palavras é consistente no Novo Testamento, sugerindo que a paz decorre da graça de Deus. • quem é, quem sempre foi e quem ainda está por vir: Deus controlou o passado, certamente controlará o futuro e é soberano sobre todas as crises presentes (ver também Apocalipse 1:8; 4:8; 11:17; 16:5). • o Espírito sétuplo (literalmente os sete espíritos): Alguns argumentam que os “sete espíritos” são sete anjos, mas a frase se encaixa entre as referências a Deus, o Pai (1:4) e a Deus, o Filho (1:5), tornando esta passagem uma descrição da Trindade (ver Mateus 28:19; João 14:26; 15:26; 2 Coríntios 13:14; 1 Pedro 1:2). O número sete reconhece a perfeição do Espírito Santo (cp. Zacarias 4:2, 6, 10).
Apocalipse 1:5-7
1:5-6 Nesta doxologia, João dá razões para louvar Jesus. • As doxologias muitas vezes terminam com o Amém confessional (ver Romanos 11:36; Filipenses 4:20), que expressa afirmação. 1:5 João dá três descrições de Jesus Cristo. (1) Como testemunha fiel, Jesus é o nosso modelo para proclamar a Boa Nova da salvação (1:2). (2) A verdade de que Jesus foi o primeiro a ressuscitar dentre os mortos é fundamental para a fé cristã (1Co 15:14, 17). (3) Como governante de todos os reis do mundo (ver também Apocalipse 17:14; 19:16), ele é o Senhor absoluto de tudo. Esperava-se que os habitantes do mundo romano declarassem César como senhor absoluto; muitos dos primeiros cristãos morreram pela convicção de que somente Jesus ocupava essa posição.
Apocalipse 1:8
1:8 Eu sou é o nome de Deus no Antigo Testamento (Êx 3:13-14; 6:2; Dt 6:4). Jesus aplicou esse nome a si mesmo (cp. João 4:26). Alfa e Ômega são a primeira e a última letras do alfabeto grego; eles significam que as ações de Deus são abrangentes. Deus está totalmente no controle.
Apocalipse 1:9
1:9-11 Esta terceira introdução (ver nota de estudo em 1:1-11) é histórica; mostra Deus comunicando-se com a humanidade em eventos históricos. Deus deu a João uma missão significativa enquanto estava no exílio. 1:9, seu irmão e seu parceiro: Embora separado de outros cristãos pela prisão, João compartilhou com eles um senso de comunidade no sofrimento, baseado na esperança no Reino de Deus e na disposição de perseverar. • A fortaleza romana na ilha de Patmos albergava prisioneiros e exilados. Patmos ficava num grupo de ilhas que protegia o próspero porto marítimo de Mileto. • para pregação. . . e para meu testemunho: No paralelismo semítico típico, a segunda afirmação significa essencialmente o mesmo que a primeira. Na época de João, os judeus estavam persuadindo as autoridades romanas de que o cristianismo era diferente do judaísmo e, portanto, não era uma religião autorizada.
Apocalipse 1:10
1:10, o Dia do Senhor: Esta designação era usada no mundo romano para se referir às celebrações em homenagem a César, mas os cristãos a usavam para se referir ao seu culto semanal, celebrando a ressurreição de Jesus. Os primeiros cristãos adoravam nas sinagogas judaicas no sábado, o último dia da semana (Atos 18:4), mas na época do Apocalipse, eles eram excluídos das sinagogas e reuniam-se no dia que comemorava a ressurreição, o primeiro dia da semana (ver nota de estudo sobre Lucas 24:1; ver também Atos 20:7). • A voz alta como o toque de uma trombeta foi um anúncio da vinda do Senhor.
Apocalipse 1:11
1:11 Escreva . . . e enviar: Deus autorizou João como profeta e arauto de sua revelação (ver 22:8, 10; cp. Is 6:8-9; Jr 2:1-2; Ez 2:1-3; 34:1-2).
Apocalipse 1:12
1:12-20 A primeira visão de João é uma imagem simbólica de Cristo como o agente sábio, seguro e poderoso de Deus que sempre cuida do seu povo. 1:12 Virei-me para ver quem estava falando: Esta afirmação refere-se à voz alta de 1:10. • sete candelabros de ouro: A menorá acesa era um símbolo da presença de Deus entre o seu povo (Êx 27:21; Lv 24:1-4) e dos seus olhos que tudo vêem no mundo (Zc 4:10).
Apocalipse 1:13
1:13, o Filho do Homem (ou um filho do homem): Filho do Homem é um título que Jesus usou para si mesmo (ver Dan 7:13; Mateus 8:20; 9:6; 16:13; Marcos 2:28; 9:9; 14:41; João 1:51; 3:13; 5:27). • O longo manto e a faixa dourada dão a Cristo uma aparência de autoridade (ver Apocalipse 19:13-16; Dan 10:5). O manto era uma vestimenta sacerdotal que simbolizava pureza e santidade.
Apocalipse 1:14
1:14 Cabelo branco representa sabedoria e maturidade; esta visão reflete a visão de Daniel sobre o Ancião (Dn 7:9). • Seus olhos. . . como chamas de fogo atravessam o fingimento; Aquele que sabe tudo julgará a todos (ver Dn 10:6; Hb 4:13).
Apocalipse 1:15
1:15 Refined or hardened bronze in the feet implies stability, firmness, and security (cp. Dan 10:6). • The thundering voice suggests God’s power—when he speaks, he will be heard (cp. Ezek 43:2).
Apocalipse 1:16
1:16 The seven stars represent the complete church. The church is secure in the right hand (i.e., in the acceptance and blessing) of the Son of Man. • The sharp . . . sword coming from his mouth is his effective message and his judgment (see 19:15; Gen 3:24; Eph 6:17; Heb 4:12). Jesus proclaims both grace and judgment, but here the emphasis is that he carries out judgment (see Rev 2:12, 16; 19:15, 21; cp. Isa 11:4).
Apocalipse 1:17
1:17 When I saw him, I fell . . . dead: Terror and a dead faint, if not death itself (see Exod 33:20), frequently result when someone sees God (see Isa 6:1-5; Matt 28:4). The Lord graciously responds by the touch of his right hand (cp. Matt 25:34) and the words “Don’t be afraid!” (cp. Luke 1:13), indicating both grace and acceptance. • I am: The phrase identifies Jesus as God (see study note on Rev 1:8).
Apocalipse 1:18
1:18 the living one: Because the Son of Man (1:13) has conquered death, he holds the keys of death and controls the outcome of our greatest fear (see 20:14; Heb 2:14-15). Jesus has complete authority to provide hope in a hostile world. • the grave: Greek Hades. See study note on Rev 6:7-8.
Apocalipse 1:19
1:19 Write: In the vision, God gives instructions for what John is to do on his behalf (see Isa 6:9-10). This vision’s purpose is to help the church (Rev 1:20) understand the present and the future from God’s perspective.
Apocalipse 1:20
1:20 John is to record what he sees because Revelation is an instructive word for the churches. • The angels (or messengers; Greek angelos) of the seven churches could be (1) the guardian angels of these churches (cp. Matt 18:10; Acts 12:15); (2) the leading officials of the churches (cp. Matt 11:10, where “messenger” is angelos); or (3) a personification of the ethos of the church. The best understanding is probably a combination of 1 and 3.