1 João 1
Bob Utley · You Can Understand the Bible
1 João 1
ANTECEDENTES TEOLÓGICOS Esta passagem está verbalmente relacionada ao Prólogo do Evangelho de João (ou seja, “o princípio”, João 1:1-18, antes da criação física), que está relacionado com Gênesis 1:1 (criação física). Contudo, aqui refere-se ao início do ministério público de Jesus (cf. 1 João 2:13-14). A ênfase está em A plena humanidade de Jesus Cristo PARTICÍPIOS relacionados aos sentidos humanos: visão, audição, tato (cf. 1 João 1:1,3). Jesus era verdadeiramente humano e físico títulos completos de Jesus (1) a Palavra da Vida (cf. 1 João 1:1) (2) Seu Filho Jesus Cristo (cf. 1 João 1:3) Divindade de Jesus de Nazaré pré-existência (1 João 1:1,2) encarnação (1 João 1:2) Estas verdades são dirigidas contra a visão de mundo dos falsos mestres gnósticos. TÓPICO ESPECIAL: GNOSTICISMO SINTAXE (veja TÓPICO ESPECIAL: TERMOS GRAMÁTICOS GREGOS) 1 João 1:1-4 1 João 1:1-4 forma uma frase em grego. O VERBO principal “proclamar” (NASB) está em 1 João 1:3. A ênfase é sobre o conteúdo da pregação apostólica (ver TÓPICO ESPECIAL: O KERYGMA DA IGREJA ANTIGA). Existem quatro CLÁUSULAS RELATIVAS em 1 João 1:1 que são colocadas adiante em suas cláusulas para dar ênfase. "o que era desde o início" "o que ouvimos" "o que vimos com nossos olhos" “aquilo que olhamos e tocamos com as mãos” 1 João 1:2 parece ser um parêntese a respeito da encarnação de Cristo (cf. João 1:14). O fato de ser tão estranho gramaticalmente chama a atenção para isso! 1 João 1:3 e 4 definem os propósitos da proclamação apostólica de João: comunhão e alegria. Apostólico relatos de testemunhas oculares eram um dos critérios da igreja primitiva para a canonização (ver TÓPICO ESPECIAL: CANON). Observe o fluxo dos TEMPOS VERBAIS em 1 João 1:1 IMPERFEITO - foi desde o início PERFEITO, PERFEITO – ouvi. . .visto AORISTO, AORISTO – contemplado. . .manuseado 1 João 1:5-2:2 Os PRONOMES em 1 João 1:5-2:2 são muito ambíguos, mas acho que quase todos eles, exceto 1 João 1:5, referem-se ao Pai (semelhante a Efésios 1:3-14). Todos os “se” são SENTENÇAS CONSICIONAIS DE TERCEIRA CLASSE que falam de ação potencial. Há uma variação teológica significativa entre os TEMPOS DO VERBO, PRESENTE versus AORISTO, em referência ao "pecado" o SINGULAR e o PLURAL, "pecado" versus "pecados" no entanto, o significado teológico exato não é especificado (ver “Os Hereges”, D. abaixo) OS Hereges As falsas alegações dos hereges podem ser vistas em 1 João 1:1:6,8,10; 2:4,6,9. 1 João 1:5-10 refere-se à tentativa teológica de separar o conhecimento de Deus (teologia) do seguimento Deus (ética). Representa uma ênfase gnóstica indevida no conhecimento (ver TÓPICO ESPECIAL: GNOSTICISMO). Aqueles que conhecem a Deus revelarão Suas características em seu estilo de vida. 1 João 1:8-2:2 deve ser mantido em equilíbrio com 3:6-9. São dois lados de uma moeda. Eles possivelmente refutar dois erros diferentes: erro teológico (sem pecado) erro moral (o pecado não importa) 1 João 2:1-2 é uma tentativa de equilíbrio entre levar o pecado muito levianamente (antinomianismo) e a problema recorrente de julgamento cristão, legalismo cultural ou ascetismo.
1 João 1
SINGULARIDADE DO LIVRO O livro de 1 João não é uma carta pessoal nem uma carta escrita para uma igreja, tanto quanto um "Memorando Apaixonado do Escritório da Sede" (carta corporativa). Não tem introdução tradicional (de quem, para quem). Não contém saudações pessoais ou mensagem de encerramento. Não há menção a nomes pessoais. Isto é altamente incomum, exceto em livros escritos para muitas igrejas, como Efésios e Tiago. Contudo, é óbvio que 1 João foi escrito aos crentes que atualmente enfrentam um problema interno da igreja de falsos mestres (gnósticos). Esta carta é um poderoso tratado teológico A centralidade de Jesus totalmente Deus e totalmente homem a salvação vem pela fé em Jesus Cristo, não por uma experiência mística ou conhecimento secreto (falsos mestres) A exigência de um estilo de vida cristão (três testes do cristianismo genuíno) amor fraterno obediência rejeição do sistema mundial caído A garantia da salvação eterna através da fé em Jesus de Nazaré (“saber”, dois termos sinônimos usados 27 vezes) Como reconhecer falsos mestres Os escritos de João (especialmente 1 João) são os menos complicados do grego koiné de qualquer escritor do NT, mas seus livros, como nenhum outro, mergulhe nas profundezas das verdades profundas e eternas de Deus em Jesus Cristo (ou seja, Deus é Luz, 1 João 1:5; Deus é Amor, 1 João 4:8,16; Deus é espírito, João 4:24). É possível que 1 João fosse uma carta de apresentação do Evangelho de João. O Gnóstico a heresia do primeiro século constitui o pano de fundo de ambos os livros. O Evangelho tem um caráter evangelístico impulso, enquanto 1 João foi escrito para os crentes (isto é, discipulado). O renomado comentarista B. F. Westcott afirmou que o Evangelho afirma a Divindade de Jesus, enquanto 1 João afirma Sua humanidade. Esses livros andam juntos! John escreve em termos preto e branco (dualistas). Isto é característico dos Manuscritos do Mar Morto e os falsos mestres gnósticos. 1 O dualismo literário estruturado de João é tanto verbal (claro versus escuro) e estilística (uma afirmação negativa seguida de uma positiva). Isto é diferente do Evangelho de João, que emprega um dualismo vertical (Jesus de cima versus todos os humanos de baixo). É muito difícil delinear 1 João por causa do uso recorrente de temas por João. O livro é como um tapeçaria de verdades entrelaçadas em padrões repetidos (cf. Bill Hendricks, Tapestries of Truth, As Cartas de João). AUTOR A autoria de 1 João faz parte do debate sobre a autoria do Corpus Joanino – o Evangelho, 1 João, 2 João, 3 João e Apocalipse. Os próprios livros não nomeiam inequivocamente o autor. o Evangelho - "o discípulo amado" 1 João - "testemunha ocular de Jesus" 2,3 João – “o mais velho” Apocalipse – “Seu servo João” Existem duas posições básicas Tradicional A tradição era unânime entre os primeiros Padres da Igreja de que João, o amado Apóstolo, foi o autor de 1 João Resumo das evidências da igreja primitiva (1) Clemente de Roma (90 d.C.) faz alusões a 1 João (2) Policarpo de Esmirna, Filipenses 7 (110-140 d.C.) cita 1 João (3) Justin Martyr, Diálogo 123:9 (150-160 d.C.) cita 1 João (4) Alusões a 1 João são feitas nos escritos de (a) Inácio de Antioquia (a data de seus escritos é incerta, mas no início do ano 100 d.C.) (b) Pápias de Hierápolis (nascido entre 50-60 d.C. e martirizado por volta de 155 d.C.) (5) Irineu de Lyon (130-202 d.C.) atribui 1 João ao apóstolo João. Tertuliano, um dos primeiros apologista que escreveu 50 livros contra os hereges, frequentemente citado 1 João (6) Outros escritos antigos que atribuem autoria ao Apóstolo João são Clemente, Orígenes e Dionísio, todos os três de Alexandria, o Fragmento Muratoriano (180-200 d.C.) e Eusébio (século III). (7) Jerônimo (segunda metade do século IV) afirmou a autoria de João, mas admitiu que ela foi negada por alguns em sua época. (8) Teodoro de Mopsuéstia, bispo de Antioquia de 392-428 d.C., negou a autoria de João. Se for João, o que sabemos sobre João, o Apóstolo? (1) Ele era filho de Zebedeu e Salomé (2) Ele era pescador no Mar da Galiléia com seu irmão, Tiago (possivelmente possuía vários barcos) (3) Alguns acreditam que sua mãe era irmã de Maria, a mãe de Jesus (cf. João 19:25; Marcos 15:20) (4) Aparentemente ele era rico porque tinha (a) servos contratados (cf. Marcos 1:20) (b) vários barcos (c) uma casa em Jerusalém (5) João tinha acesso à casa do Sumo Sacerdote em Jerusalém, o que mostra que ele era uma pessoa de algum renome (cf. João 18:15-16) (6) Foi João aos cuidados de quem Maria, a mãe de Jesus, foi confiada A tradição da Igreja Primitiva testificou unanimemente que João sobreviveu a todos os outros Apóstolos, e depois da Após a morte de Maria em Jerusalém, mudou-se para a Ásia Menor e estabeleceu-se em Éfeso, a maior cidade daquela região. Desta cidade foi exilado para a Ilha de Patmos (perto da costa) e mais tarde foi libertado e voltou para Éfeso (Eusébio cita Policarpo, Papias e Irineu). Bolsa Moderna A grande maioria dos estudiosos modernos reconhece a semelhança entre todos os escritos joaninos, especialmente em frases, vocabulário e formas gramaticais. Um bom exemplo disso é o forte contraste que caracterizou esses escritos: vida versus morte, verdade versus falsidade. Este mesmo austero A dicotomia pode ser vista em outros escritos da época, nos Manuscritos do Mar Morto e nos escritos gnósticos incipientes. Tem havido várias teorias sobre a inter-relação entre os cinco livros tradicionalmente atribuída a João. Alguns grupos afirmam a autoria a uma pessoa, duas pessoas, três pessoas e assim por diante. Isso Parece que a posição mais plausível é que todos os escritos joaninos são o resultado dos pensamentos de um homem, mesmo que possivelmente escrito por vários de seus discípulos. Minha crença pessoal é que João, o idoso apóstolo, escreveu todos os cinco livros no final de seu ministério em Éfeso. A questão da autoria é uma questão de hermenêutica, não de inspiração. Em última análise, o autor das Escrituras é Deus! DATA ‒ Obviamente isso está ligado à autoria Se o Apóstolo João escreveu estas cartas, e especialmente 1 João, estamos falando de algum tempo durante o final do primeiro século. Isto daria tempo para o desenvolvimento do falso sistemas teológicos/filosóficos e também se encaixaria na terminologia de 1 João ("filhinhos"), o que parece implicar um homem mais velho conversando com um grupo mais jovem de crentes. Jerome diz que John viveu 68 anos após a crucificação de Jesus. Isso parece se encaixar nessa tradição. NO. Robertson pensa que 1 João foi escrito entre 85-95 d.C., enquanto o Evangelho foi escrito por volta de 95 d.C. A Nova Série de Comentários Internacionais sobre 1 João, de I. Howard Marshall, afirma que um data entre 60-100 d.C. é o mais próximo que os estudos modernos gostariam de chegar estimando a data dos escritos joaninos. Um novo livro de John A. T. Robinson, Redating the New Testament, fornece informações internas e externas confiáveis evidência de que todos os livros do NT foram escritos antes de 70 d.C. (com a possível exclusão de 2 Pedro). Este livro foi muito instigante para mim e desafiou as suposições tradicionais que recebi no seminário. DESTINATÁRIOS A tradição afirma que este livro foi escrito para a província romana da Ásia Menor (oeste da Turquia), sendo Éfeso sua principal área metropolitana. A carta parece ter sido enviada a um grupo específico de igrejas na Ásia Menor que estavam enfrentando um problema com falsos mestres (como Colossenses e Efésios), especificamente gnósticos docéticos que negaram a humanidade de Cristo, mas afirmaram Sua divindade Gnósticos antinomianos que separavam a salvação (justificação) da ética/moralidade (santificação) Agostinho (século IV d.C.) diz que foi escrito aos partos (Babilônia). Ele é seguido por Cassiodrus (início do século VI d.C.). Isso provavelmente veio da confusão da frase “a senhora eleita” 2 João 1, e da frase “aquela que está na Babilônia”, 1 Pedro 5:13. O Fragmento Muratoriano, uma lista canônica antiga de livros do NT escritos entre 180-200 d.C. em Roma, afirma que esta carta foi escrita "após a exortação de seus companheiros discípulos e bispos" (na Ásia Menor). A Heresia A carta em si é obviamente uma reação contra um tipo de ensino falso "Se dissermos..." 1 João 1:6ss "aquele que diz..." 1 João 2:9; 4:20 (diatribe). Podemos aprender alguns dos princípios básicos da heresia através de evidências internas de 1 João. uma negação da encarnação de Jesus Cristo uma negação da centralidade de Jesus Cristo na salvação falta de um estilo de vida cristão apropriado uma ênfase no conhecimento (muitas vezes secreto) uma tendência ao exclusivismo O cenário do primeiro século O mundo romano do primeiro século foi uma época de ecletismo entre o Oriente e o Religiões ocidentais. Os deuses dos panteões gregos e romanos eram de má reputação. O Mistério religiões eram muito populares por causa de sua ênfase no relacionamento pessoal com a divindade e conhecimento secreto. A filosofia grega secular era popular e estava se fundindo com outras cosmovisões. Neste mundo de religião eclética veio a exclusividade da fé cristã (Jesus é o único caminho para Deus, cf. João 14:6). Seja qual for o contexto exato da heresia, foi uma tentativa de tornar a aparente estreiteza do Cristianismo plausível e intelectualmente aceitável para um público greco-romano mais amplo. Possíveis opções sobre a qual grupo de gnósticos João se dirige Gnosticismo Incipiente Os ensinamentos básicos do gnosticismo incipiente do primeiro século parecem ter sido uma ênfase no dualismo ontológico (eterno) entre espírito e matéria. Espírito (Deus Altíssimo) era considerado bom, enquanto a matéria era inerentemente má. Essa dicotomia se assemelha O ideal do platonismo versus o físico, o celestial versus o terreno, o invisível versus o visível. Lá também houve uma ênfase exagerada na importância do conhecimento secreto (senhas ou códigos secretos que permitem que uma alma passe pelas esferas angélicas [éons] até o deus supremo) necessário para a salvação. Existem duas formas de gnosticismo incipiente que aparentemente poderiam estar no pano de fundo de 1 João (1) Gnosticismo Docético, que nega a verdadeira humanidade de Jesus porque a matéria é má (2) Gnosticismo Ceríntio, que identifica o Cristo com um dos muitos éons ou níveis angélicos entre o bom deus elevado e a matéria má. Este “Espírito de Cristo” habitou no homem Jesus em seu batismo e o deixou antes de sua crucificação. (3) destes dois grupos alguns praticavam o ascetismo (se o corpo quiser, é mau), os outro antinomianismo (se o corpo quiser, dê). Não há nenhuma evidência escrita de um sistema desenvolvido de gnosticismo no primeiro século. Somente em meados do século II é que existiram evidências documentadas. Para mais informações sobre "Gnosticismo" ver (a) A Religião Gnóstica por Hans Jonas, publicado pela Beacon Press (b) As Escrituras Gnósticas por Bentley Layton, Anchor Bible Reference Library (c) Os Textos Gnósticos de Nag Hammadi e a Bíblia, de Andrew Helmbold Inácio sugere outra possível fonte da heresia em seus escritos aos esmirnenses iv-v. Eles negaram a encarnação de Jesus e viveram estilos de vida antinomianos. Ainda outra possibilidade menos provável da origem da heresia é Meandro de Antioquia, que é conhecido a partir dos escritos de Irineu, Contra as Heresias XXIII. Ele era um seguidor de Simão o samaritano e um defensor do conhecimento secreto. A heresia hoje O espírito desta heresia está presente hoje em nós quando as pessoas tentam combinar a verdade cristã com outros sistemas de pensamento. O espírito desta heresia está presente hoje em nós quando as pessoas enfatizam a doutrina “correta” ao exclusão do relacionamento de fé pessoal e do estilo de vida de fé. O espírito desta heresia está presente hoje em nós quando as pessoas fazem do Cristianismo uma religião exclusiva. elite intelectual. O espírito desta heresia está presente hoje em nós quando as pessoas religiosas se voltam para o ascetismo ou o antinomianismo. PROPÓSITO Tem um foco prático para os crentes para dar-lhes alegria (cf. 1 João 1:4) para encorajá-los a viver vidas piedosas (cf. 1 João 1:7; 2:1) ordenar-lhes (e lembrá-los) que amem uns aos outros (cf. 1 João 4:7-21) e não o mundo (cf. 1 João 2:15-17). para dar-lhes a certeza de sua salvação em Cristo (cf. 1 João 5:13) Tem um foco doutrinário para os crentes refutar o erro de separar a divindade e a humanidade de Jesus refutar o erro de separar a espiritualidade em um intelectualismo desprovido de vida piedosa refutar o erro de que alguém pode ser salvo isolado dos outros
1 João 1:1-4
1:1 "O quê" O livro começa com um PRONOME NEUTRO. Fala dos aspectos duais da mensagem de Deus que são a mensagem sobre a revelação do Pai por parte de Jesus (Jonas 14:9) a pessoa do próprio Jesus enquanto Ele realiza esta revelação O evangelho é uma mensagem, uma pessoa e um estilo de vida. ▣ “era” Este é um INDICATIVO IMPERFEITO que tem duas implicações teológicas. Afirma a pré-existência de Jesus. Este é um tema recorrente nos escritos de João (cf. 1 João 1:2; João 1:1,15; 3:13; 8:57-58; 17:5). Esta foi uma maneira de afirmar Sua Divindade. Jesus revela o Pai porque Ele está com o Pai desde o princípio (cf. Colossenses 1:17). “desde o princípio” – Esta é uma alusão óbvia a Gênesis 1 e João 1, mas aqui se refere ao início da vida de Jesus. ministério público. A encarnação e morte substitutiva de Jesus não foi o “Plano B”. O evangelho sempre foi o plano de redenção de Deus (cf. Gên. 3:15; Efésios 2:11-3:13; Atos 2:23; 3:18; 4:28; 13:29; veja TÓPICO ESPECIAL: O ETERNO PLANO REDENTOR DE YHWH). Esta frase neste contexto refere-se ao início dos doze Encontro pessoal dos apóstolos com Jesus. João usa frequentemente o conceito de “começo” (archē). A maioria das ocorrências se divide basicamente em duas categorias. (veja TÓPICO ESPECIAL: ARCHĒ). desde a criação João 1:1,2 (Jesus existia no princípio) João 8:44; 1kg. 3:8 (Satanás, assassino e mentiroso desde o início) Apocalipse 3:14; 21:6,12 (Jesus, o princípio e o fim de todas as coisas) desde a encarnação e ministério de Jesus João 8:25; 1 João 2:7 [duas vezes]; 3:11; 2 João 5,6 (ensinamentos de Jesus) João 15:27; 16:4 (com Jesus) 1 João 1:1 (desde o início do ministério público de Jesus) 1 João 2:13,24 [duas vezes] (pela confiança em Jesus) João 6:64 (da rejeição de Jesus) contexto favorece #2 TÓPICO ESPECIAL: JOÃO 1 COMPARADO COM 1 JOÃO 1 ▣ "nós" Isto implica o testemunho coletivo, porém pessoal, dos Apóstolos (ou seja, dos escritores do NT). Isto o testemunho coletivo é uma característica de 1 João. É usado mais de 50 vezes. Alguns estudiosos veem este PRONOME coletivo como uma referência aos da "tradição de João". Isto implicaria guardiões ou professores da perspectiva teológica única de João, que mais tarde coletaram e publicaram seus escritos. e pensamentos. O autor dos escritos de João nunca é mencionado pelo nome. no Evangelho ele se autodenomina "o Discípulo Amado") em 2 e 3 João ele se autodenomina "o mais velho" Veja Introdução ao Evangelho de João, “Autor”, nº 1, nº 4. ▣ "ouvi...vi" Estes são ambos INDICATIVOS ATIVOS PERFEITOS que enfatizam resultados duradouros. João estava afirmando a humanidade de Jesus pelo uso recorrente de palavras relacionadas aos cinco sentidos em 1 João 1:1,3. Assim, ele afirma ser uma testemunha ocular da vida e dos ensinamentos de Jesus de Nazaré (cf. João 15:27; 19:35; 21:24). ▣ "olhei... e toquei" Estes são ambos INDICATIVOS AORISTOS que enfatizam eventos específicos. “Olhado” significa “observado de perto” (cf. João 1:14). “Tocado” significa “examinado de perto pelo tato” (isto é, o corpo pós-ressurreição de Jesus, cf. João 20:20,27; Lucas 24:39). O termo grego para “tocado” ou “manipulado” (psēlaphaō) é encontrado em apenas dois versículos do NT: aqui e Lucas 24:39. No Evangelho de Lucas é usado para um encontro pós-ressurreição com Jesus. 1 João pode usá-lo no mesmo sentido. ▣ "Palavra de Vida" O uso do termo logos serviu para chamar a atenção dos falsos mestres gregos, como no Prólogo do Evangelho de João (cf. João 1:1). Esta palavra foi amplamente usada na filosofia grega. Também teve uma formação específica na vida hebraica. Aqui, esta frase refere-se tanto ao conteúdo do evangelho quanto à pessoa do evangelho. Isto o título para Jesus é encontrado apenas aqui no NT, mas reflete uma combinação de João 1:1 e 1:4; observe também Phil. 2:16 (sem ARTIGOS). TÓPICO ESPECIAL: FUNDO HEBRAICO E GREGO DE LOGOS 1:2 Este versículo é sintaticamente estranho e pode ser um parêntese definindo “vida”. ▣ "vida" "Zōē" (1 João 1:2 duas vezes) é usado consistentemente nos escritos de João para vida, vida de ressurreição, vida da nova era ou vida de Deus (cf. João 1:4; 3:15,36 [duas vezes]; 4:14,36; 5:24 [duas vezes],26 [duas vezes], 29,39,40; 6:27,33,35,40,47,48,51,53,54,63,68; 8:12; 10:10,28; 11:25; 12:25,50; 14:6; 17:2,3; 20:31; 1 João 1:1,2; 2:25; 3:14-15; 5:11,12,13,16,20). Jesus chamou a si mesmo de “a vida” (cf. João 14:6). ▣ "manifestado" Este VERBO é usado duas vezes neste versículo e ambos são INDICATIVOS PASSIVOS DO AORISTO. O TEMPO AORISTO enfatiza a encarnação (cf. João 1:14), que os falsos mestres negaram. A VOZ PASSIVA é freqüentemente usada para afirmar a atuação de Deus Pai ou do Espírito. Este termo (phaneroō) implica "trazer à luz aquilo que já estava presente". Este foi um termo favorito de João (cf. João 1:31; 3:21; 9:3; 17:6; 1 João 1:2 [duas vezes]; 2:19; 3:5,8,10; 4:9). ▣ "testificar" Refere-se ao fato de João compartilhar sua experiência pessoal (isto é, PRESENTE ATIVO INDICATIVO). Este termo era frequentemente usado para testemunhos em um processo judicial. TÓPICO ESPECIAL: TESTEMUNHAS DE JESUS ▣ "proclamar" Isto se refere ao testemunho oficial de João (ou seja, PRESENTE INDICATIVO ATIVO) revelado e registrado em sua pregação e escritos (2 PARTICÍPIOS). ▣ “estava com o Pai” Como João 1:1, esta é uma afirmação da pré-existência de Jesus. A Divindade Eterna foi encarnado como humano (cf. João 1:14). Conhecer Jesus é conhecer a Deus (cf. João 14:8-11; Colossenses 1:15). Isto é um exemplo do dualismo vertical de João. TÓPICO ESPECIAL: PATERNIDADE DE DEUS 1:3 "o que vimos e ouvimos também vos proclamamos" Esta é a quinta CLÁUSULA RELATIVA, que retoma o pensamento de 1 João 1:1 após os parênteses de 1 João 1:2. Repete os VERBOS da percepção encontrado em 1 João 1:1. TÓPICO ESPECIAL: O KERYGMA DA IGREJA ANTIGA “nós também vos proclamamos” Este é o VERBO principal de 1 João 1:1-3. É um ATIVO PRESENTE INDICATIVO. Conhecer a Deus exige comunhão com Seus filhos! O Cristianismo é corporativo; é uma família. Isto é o VERBO principal. ▣ "para que você também tenha comunhão conosco" Esta é uma CLÁUSULA DE PROPÓSITO (hina) com um PRESENTE SUBJUNTIVO ATIVO. O propósito declarado do Evangelho era que aqueles que nunca ouviram ou viram Jesus pode ser salvo pelo testemunho apostólico (cf. João 17:20; 20:29-31; Atos 1:8; Lucas 24:48). É esta comunhão na graça reveladora isso traz “alegria”, “paz” e “segurança”! A igreja é uma comunidade de crentes, um corpo de crentes! O evangelho é para o mundo inteiro (ou seja, João 1:12; 3:16-17; 1 Timóteo 2:4; 4:10; Tito 2:11; 2 animal de estimação. 3:9; 1 João 2:1; 4:10). TÓPICO ESPECIAL: KOINŎNIA (irmandade) TÓPICO ESPECIAL: O CRISTIANISMO É CORPORATIVO ▣ "com o Pai... com Seu Filho" Estas frases são gramaticalmente paralelas na PREPOSIÇÃO e ARTIGO DEFINIDO. Esta sintaxe afirma a igualdade e a Divindade de Jesus (cf. João 5:18; 10:33; 19:7). O NT escritores afirmam a Divindade de Jesus de várias maneiras. declarações claras, como João 1:1; 8:58 aplicação de títulos de YHWH no AT a Jesus (ou seja, Senhor, Salvador, Deus) aplicar a Jesus ações que somente Deus pode fazer (ou seja, perdoar pecados, cf. Mateus 9:2; Marcos 2:5,7; Lucas 5:20,23; 7:48) estruturas gramaticais claras uma PREPOSIÇÃO para ambos um VERBO para ambos paralelos claros (isto é, Tito 1:3-4; 2:10,13; 3:4,6) É impossível ter o Pai (Deus Supremo) sem o Filho (Deus Encarnado), como os falsos mestres insinuaram (cf. 1 João 2:23; 5:10-12). Esta comunhão com o Pai e o Filho é muito semelhante à passagem de “habitação” mútua de João 14:23. TÓPICO ESPECIAL: GNOSTICISMO TÓPICO ESPECIAL: FILHO DE DEUS 1:4 “Estas coisas nós escrevemos” Isto poderia se referir ao livro inteiro ou especificamente a 1 João 1:1-3. Essa mesma ambigüidade é visto em 1 João 2:1, onde o autor declara outro de seus propósitos ao escrever a carta (ou seja, "para que não pequeis"). ▣ “para que nossa alegria seja completa” Esta frase é introduzida por hina, o que mostra que é uma cláusula de propósito. Este é um SUBJUNTIVO PASSIVO PERFEITO PERIFRÁSTICO (cf. João 15:11; 16:20,22,24; 17:13; 2 João 12; 3 João 4). A alegria dos crentes foi completada pela comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito. Este foi um elemento importante à luz das perturbações da comunhão causadas pelos falsos mestres. Os propósitos declarados de João ao escrever este livro são comunhão com Deus e com Seus filhos alegria garantia do lado negativo equipar os crentes contra a falsa teologia dos professores gnósticos para impedir que os crentes pequem, mas se o fizerem, há um defensor Há uma variante grega neste versículo entre “nossa alegria”, MSS א, B, L; NASB, NRSV, NJB, REB, NVI “sua alegria”, MSS A, C; NVI O UBS 4 prefere o número 1. “Nosso” refere-se às testemunhas oculares apostólicas ou a todos os crentes? Porque do impulso teológico de 1 João em direção à segurança cristã, presumo que seja dirigido a todos os crentes. TÓPICO ESPECIAL: GARANTIA ▣ "completo" Este é um jogo de palavras sobre os éons angélicos gnósticos entre seu "deus superior" e o menor deus/anjo que “formou” a matéria pré-existente.
1 João 1:5
1:5 "the message we have heard" The PRONOUN "we" refers to John and the other eyewitness hearers and followers of Jesus during His earthly life. John directly speaks to his readers ("you") in 1 John 2:1, probably referring to the churches of Asia Minor. The VERB "heard" is a PERFECT ACTIVE INDICATIVE. This reflects the vivid recurrent term relating to the physical senses in 1 John 1:1-4. In a sense this is the Apostle John affirming his personal presence at Jesus' teaching sessions. John is passing on Jesus' revelations, not his own! It is even possible that the Gospels' unique "I Am" statements were John's remembrance of Jesus' private teachings. For "message" see SPECIAL TOPIC: THE GOSPEL. ▣ "from Him" "From Him" is the only PRONOUN in the entire section of 1 John 1:5-2:2 which refers to Jesus. Jesus came to reveal the Father (cf. John 1:18). Theologically speaking, Jesus came for three purposes. to reveal the Father (cf. 1 John 1:5) to give believers an example to follow (cf. 1 John 1:7) to die on sinful mankind's behalf (cf. 1 John 1:7; 2:2) ▣ "God is Light" There is no ARTICLE, which emphasizes the revelatory and ethical aspects of God's nature (cf. Ps. 27:1; Isa. 60:20; Micah 7:8; 1 Tim. 6:16; James 1:17). The Gnostic false teachers asserted that light referred to knowledge, but John asserts that it refers also to ethical purity. "Light" and "dark" were common terms (an ethical dualism using these terms is also found in the Dead Sea Scrolls and early Gnosticism). It related to the dualism between good and evil (i.e., John 1:5; 8:12; 12:46) and possibly the Gnostic dualism of spirit versus matter. This is one of John's simple yet profoundly theological assertions about Deity. The others are "God is love" (cf. 1 John 4:8,16) "God is spirit" (cf. John 4:24) God's adopted children (cf. John 8:12; 9:5) should reflect His character (cf. Matt. 5:14,48). This changed and changing life of love, forgiveness, and purity is one of the evidences of a true conversion (cf. Luke 6:43-45). ▣ "in Him there is no darkness at all" This is a DOUBLE NEGATIVE for emphasis. It is an assertion of the unchanging holy character of God (cf. 1 Tim. 6:16; James 1:17; Ps. 102:27; Mal. 3:6). SPECIAL TOPIC: CHARACTERISTICS OF ISRAEL'S GOD (NT) SPECIAL TOPIC: CHARACTERISTICS OF ISRAEL'S GOD (OT) 1:6 "If we say" This is the first of several THIRD CLASS CONDITIONAL SENTENCES which refer to the claims of false teachers (cf. 1 John 1:8,10; 2:4,6,9). These statements are the only way to identify the theological assertions of the false teachers besides the writings of the second and third century Church Fathers. They appear to be early (incipient) Gnostics. There are no Gnostic writings with the until the second century. The literary technique of a supposed objector is called diatribe. It was a way of presenting truth in a question/answer format. The author makes an assertion which he knows his hearers/readers will not agree with, so he puts these disagreements in the mouth of a supposed objector. It can be clearly seen in Malachi (cf. Mal. 1:2,6,7,12; 2:14,17; 3:7,14) Romans (cf. Rom. 2:3,17,21-23; 3:1,3,7-8,9,31; 4:1; 6:1; 7:7) ▣ "we have fellowship with Him" The heretics claimed that fellowship was based on knowledge only (i.e., contrast with v. 3). This was an aspect of Greek philosophy from Plato. However, John asserts that Christians must live Christlike lives (cf. 1 John 1:7; Lev. 11:44; 19:2; 20:7; Matt. 5:48; Rom. 8:28-29). Remember, the gospel is a person to welcome truths about that person to believe a life like that person's to live ▣ "yet walk in the darkness" "Walk" is a PRESENT ACTIVE SUBJUNCTIVE. This is biblical imagery expressing a moral lifestyle (cf. Eph. 4:1,17; 5:2,15). God is light with no darkness. His children should be like Him (cf. Lev. 11:44; 19:2; 20:7; Matt. 5:48; 1 Pet. 1:16). SPECIAL TOPIC: THE PATH, THE WAY ▣ "we lie and do not practice the truth" These are both PRESENT TENSE VERBS. John calls several types of church people liars (cf. 1 John 2:4,22; 4:20; Isa. 29:13). Lifestyle actions truly reveal the heart (cf. Matthew 7). 1 John 1:7 ‒ "If we say we have fellowship with Him yet walk in darkness, we lie" 1 John 2:4 ‒ "If one says, 'I have come to know Him, and does not keep His commandments,'" he is a liar 1 John 2:22 ‒ "Who is the liar but the one who denies that Jesus is the Christ" 1 John 4:20 ‒ "If someone says, 'I love God,' and hates his brother, he is a liar" SPECIAL TOPIC: "TRUTH" (the concept) IN JOHN'S WRITINGS 1:7 "but if we walk in the Light" This is another PRESENT TENSE which emphasizes continuing action. "Walk" is biblical imagery for the Christian life (i.e., Eph. 4:1,17; 5:2,15). Notice how often "walk" and PRESENT TENSE VERBS are related to the Christian life. Truth is something we are, something we live, not just something we know! Truth is a key concept in John. SPECIAL TOPIC: "TRUE" (the term) IN JOHN'S WRITINGS ▣ "as He Himself is in the light" Believers are to think and live like Jesus who is the Light of the World (cf. John 8:12; 9:5). We are to reflect YHWH's character to a lost world. Salvation is the restoration of the image of God in mankind (i.e., Gen. 1:26,27), damaged in the fall of Genesis 3. SPECIAL TOPIC: THE FALL OF MANKIND ▣ "we have fellowship with one another" The term "fellowship" is the Greek term koinōnia (cf. v. 3), which means a joint participation between two persons. Christianity is based on believers sharing Jesus' life. If we accept His life in forgiveness, we must accept His ministry of love (cf. 1 John 3:16). Knowing God is not abstract truth, but initimate fellowship and godly living. The goal of Christianity is not only heaven when we die, but Christlikeness now. The Gnostic heretics had a tendency toward exclusivism. However, when one is rightly related with God, he will be rightly related to his fellow Christian (i.e., John 17:11,21,22,23). Lack of love toward other Christians is a glaring sign of a problem with our relationship with God (cf. 1 John 4:20-21 and also Matt. 5:7; 6:14-15; 18:21-35) SPECIAL TOPIC: KOINŎNIA SPECIAL TOPIC: CHRISTIAN FREEDOM vs. CHRISTIAN RESPONSIBILITY ▣ "the blood of Jesus" This refers to the sacrificial death of Christ (cf. Isa. 52:13-53:12; Mark 10:45; 2 Cor. 5:21). It is very similar to and parallel with 1 John 2:2, "the atoning sacrifice (propitiation) for our sins." This is the thrust of John the Baptist's "behold the Lamb of God who takes away the sin of the world" (cf. John 1:29). The innocent died on behalf of the guilty! SPECIAL TOPIC: BLOOD SPECIAL TOPIC: SIN OFFERING The early Gnostics denied Jesus' true humanity. John's use of "blood" reinforces Jesus' true humanity. There is a Greek manuscript variable related to the name. Jesus ‒ NASB, NRSV, NJB, REB, NET Christ ‒ MSS א, B, C Jesus Christ ‒ NKJV SPECIAL TOPIC: TEXTUAL CRITICISM ▣ "His Son" Jesus as the unique incarnated, visible form of Deity is expressed by the title "Son" (cf. John 1:18; 3:18; 1 John 1:7; 2:22-24; 3:8,23; 4:9,10,14,15; 5:1,5,9,10,12,13,20). SPECIAL TOPIC: SON OF GOD ▣ "cleanses us from all sin" This is a PRESENT ACTIVE INDICATIVE. The term "sin" (used 17 times in 1 John) is SINGULAR with no ARTICLE. This implies every kind of sin. Notice this verse is not focusing on a one-time cleansing (salvation), but on an ongoing cleansing (the Christian life, cf. 1 John 1:9). Both are part of the Christian experience (cf. John 13:10). 1:8 "If we say that we have no sin" This is another THIRD CLASS CONDITIONAL SENTENCE. Sin is a spiritual reality in a fallen world (cf. Genesis 3; Rom. 1:18-3:20), even for believers (cf. Romans 7; Eph. 4:14; 6:10-18). John's Gospel addresses this issue often (cf. John 9:41; 15:22,24; 19:11). This verse rejects all ancient and modern claims that deny individual moral responsibility. ▣ "we are deceiving ourselves" This Greek phrase refers to personal, willful rejection of truth, not ignorance. All humans know something of God from nature (Ps. 19:1-6; Rom. 1:18-23) and an inner moral witness (Rom. 2:11-15). The theological result is that all humans are responsible to God (cf. Rom. 3:23) and will one day give an account to Him for the gift of life. Millard Erickson, Christian Theology 2 nd ed., p. 585, has a good list of the NT warnings against "being deceived." general warning ‒ Matt. 24:4; Mark 13:5-6; 1 Cor. 6:9; Gal. 6:7; 2 Thess. 2:9-12; 1 John 3:7; 2 John v. 7 by the demonic ‒ 1 Tim. 4:1; 1 John 4:6; Rev. 12:9; 13:14; 19:20; 20:3 by other humans ‒ Eph. 4:14; 2 Tim. 3:13 by one's self ‒ 1 John 1:8 ▣ "the truth is not in us" The way to acceptance by a Holy God is not denial, but recognition of our sin and acceptance of His provision in Christ (cf. Rom. 3:21-31). "The truth" can refer to the message about Jesus or the person of Jesus (cf. John 14:6). SPECIAL TOPIC: "TRUTH" (the concept) in JOHN'S WRITINGS 1:8,9 "If" These are both THIRD CLASS CONDITIONAL SENTENCES which means potential action. 1:9 "confess" This is a compound Greek term from "to speak" and "the same." Believers continue to agree with God that they have violated His holiness (cf. Rom. 3:23). In a sense, John equates "confess" with "repent" (see Dale Moody, The Word of Truth, p. 313). It is PRESENT TENSE, which implies ongoing action. Confession implies a specific naming of sins (1 John 1:9) a public admitting of sins (cf. Matt. 10:32; James 5:16) a turning from specific sins (cf. Matt. 3:6; Mark 1:5; Acts 19:18; James 5:16) 1 John uses this term quite often (cf. 1 John 1:9; 4:2,3,15; 2 John 7). Jesus' death is the means of forgiveness, but sinful mankind must respond and continue to respond in faith to be saved (cf. John 1:12; 3:16). SPECIAL TOPIC: COVENANT SPECIAL TOPIC: CONFESSION/PROFESSION ▣ "our sins" Notice the PLURAL. This refers to specific acts of sin. ▣ "He is faithful" This refers to God the Father (cf. Deut. 7:9; 32:4; Ps. 36:5; 40:10; 89:1,2,5,8; 92:2; 119:90; Isa. 49:7; Rom. 3:3; 1 Cor. 1:9; 10:13; 2 Cor. 1:18; 1 Thess. 5:24; 2 Tim. 2:13; Heb. 10:23; 11:11). God the Father's unchanging, merciful, faithful character is our surest hope! This phrase accentuates God's faithfulness to His Word (cf. Isa. 55:11; Matt. 24:35; Heb. 10:23;11:11). This may also refer to God's New Covenant promise made in Jer. 31:34 (cf. Ezek. 36:22-36), which promised the forgiveness of sins. SPECIAL TOPIC: CHARACTERISTICS OF ISRAEL'S GOD (OT) ▣ "and righteous" This term is unusual in a context related to a holy God freely pardoning unholy people (i.e., "cleanse us from all unrighteousness"). However, this is theologically accurate because God takes our sins seriously, yet He has provided the means for our forgiveness in the substitutionary death of Christ (cf. Isaiah 53; Mark 10:45; Rom. 3:21-31; 2 Cor. 5:21). SPECIAL TOPIC: RIGHTEOUSNESS ▣ "forgive . . . cleanse" These are both AORIST ACTIVE SUBJUNCTIVES. These two terms are synonymous in this context; they refer both to the salvation of the lost and to the ongoing cleansing necessary to maintain fellowship with God (i.e., when God forgives, God forgets, cf. Isa. 1:18; 38:17; 43:25; 44:22; Ps. 103:3,11-13; Mic. 7:19). The false teachers who denied the gospel, needed salvation. Believers who continue to commit acts of sin need restoration of fellowship. John seems to address the first group implicitly and the second explicitly. 1:10 "If we say" See note at 1 John 1:6. ▣ "we have not sinned" This is a PERFECT ACTIVE INDICATIVE which implies that one has never sinned in the past nor in the present. The term "sinned" is SINGULAR and refers to sin in general. The Greek term means "to miss the mark." This means that sin is both the commission and the omission of the things revealed in God's Word. The false teachers claimed salvation was related only to knowledge, not to life. They theologically separated justification and sanctification. ▣ "we make Him a liar" The gospel is based on the sinfulness of all mankind (cf. Rom. 3:9-18,23; 5:1; 11:32). Either God (cf. Rom. 3:4) or those who claim sinlessness, is lying. ▣ "His word is not in us" This involves the dual aspect of the term "logos," both as a message and a person (cf. 1 John 1:1,8; John 14:6). SPECIAL TOPIC: HEBREW AND GREEK BACKGROUND OF LOGOS 2:1 "My little children" John uses two different diminutive terms for "children" in 1 John. teknion (cf. 1 John 2:1,12,28; 3:7,18; 4:4; 5:21; John13:33) paidion (cf. 1 John 2:14,18) They are synonymous with no intended theological distinctives. These affectionate terms probably come from John's advanced age at the time of the writing. Jesus used the term "children" to refer to disciples in John 13:33. ▣ "I am writing these things to you so that you may not sin" This is an AORIST ACTIVE SUBJUNCTIVE. John is making a definite distinction between PRESENT TENSE, an ongoing habitual lifestyle of sinning (cf. 1 John 3:6,9, i.e., a sect of the Gnostic false teachers) and individual acts of sin committed by struggling and tempted Christians. He is trying to bring a balance between the two extremes of taking sin too lightly (cf. Rom. 6:1; 1 John 1:8-10; 3:6-9; 5:16) Christian harshness and brittleness over personal sins These two extremes probably reflect two different schools of Gnostic teachings. One group felt that salvation was an intellectual matter; it did not matter how one lived because the body was evil. The other group of Gnostics also believed the body was evil and, therefore had to be limited in its desires. ▣ "And if anyone sins" This is a THIRD CLASS CONDITIONAL SENTENCE which speaks of potential action. Even Christians sin. There is an ongoing spiritual battle even after salvation (cf. Romans 7; Eph. 4:14; 6:10-18). ▣ "we have an Advocate with the Father" This is a PRESENT ACTIVE INDICATIVE which refers to Jesus' ongoing intercession as our heavenly Advocate (paraklētos). This was a legal term for a defense lawyer or "one called alongside to help" (from para, "beside" and kaleō, "to call"). It is used in the upper room discourse in the Gospel of John, for the Holy Spirit, our earthly, indwelling advocate (cf. John 14:16,26; 15:26; 16:7) however, 1 John 2:2 is the only use of the term for Jesus (although it is implied in John 14:16; Rom. 8:34; Heb. 4:14-16; 7:25; 9:24) Paul used this same concept for the intercessory work of Christ in Rom. 8:34. In this same passage he also speaks of the intercession of the Holy Spirit in Rom. 8:26. We have an Advocate in heaven (Jesus) and an Advocate within (the Spirit), both of whom the loving Father sent on His behalf. SPECIAL TOPIC: PARACLETE SPECIAL TOPIC: JESUS AND THE SPIRIT ▣ "Jesus Christ the righteous" This characterization is used of God the Father in 1 John 1:9. New Testament authors use several literary techniques to assert the deity of Jesus. use titles used for God for Jesus assert actions of God done by Jesus use grammatically parallel phrases referring to both (OBJECTS of VERBS or PREPOSITIONS) It speaks of the sinlessness (holiness, God likeness) of Christ (cf. 1 John 3:5; 2 Cor. 5:21; Heb. 2:18; 4:15; 7:26; 1 Pet. 2:22). He was the Father's means of bringing "righteousness" to fallen people. 2:2 NASB, NKJV "He Himself is the propitiation for our sins" "he is the atoning sacrifice for our sins" "Christ himself is the means by which our sins are forgiven" NJB, RSV "He is the sacrifice to expiate our sins" "He is himself a sacrifice to atone for our sins" "he himself is the atoning sacrifice for our sins" The term hilasmos is used in the Septuagint for the lid of the Ark of the Covenant called "the mercy seat" or place of atonement. Jesus put Himself in our guilty place before God (cf. Isaiah 53; 1 John 4:10; Rom. 3:25; 2 Cor. 5:21). SPECIAL TOPIC: MERCY SEAT Remember that the writers of the NT (except Luke) were Hebrew thinkers, writing in Koine Greek. The place to go for the meaning of Koine Greek words is not the Greek lexicons but the OT translation into Koine Greek called the Septuagint. It was the OT used by Palestinian Judaism and the early church. SPECIAL TOPIC: SEPTUAGINT In the Greco-Roman world this word carried the concept of a restoration of fellowship with an estranged deity by means of a price being paid, but the word is not used in this sense in the Septuagint (remember the NT authors [except Luke] were Hebrew thinkers, writing in Koine Greek). It was used in the Septuagint and in Heb. 9:5 to translate "mercy seat," which was the lid of the Ark of the Covenant located in the Holy of Holies, the place where atonement was procured on behalf of the nation on the Day of Atonement (cf. Leviticus 16). See SPECIAL TOPIC: PROPITIATION. This term must be dealt with in a way that does not lessen God's revulsion to sin, but affirms His positive redemptive attitude toward sinners. A good discussion is found in James Stewart's A Man in Christ, pp. 214-224. One way to accomplish this is to translate the term so that it reflects God's work in Christ: "a propitiatory sacrifice" or "with propitiatory power." The modern English translations differ on how to understand this sacrificial term. The term "propitiation" implies that Jesus placated the wrath of God (cf. Rom. 1:18; 5:9; Eph. 5:6; Col.3:6; see Leon Morris, The Apostolic Preaching of the Cross, p. 146). God's holiness is offended by mankind's sin. This is dealt with in the ministry of Jesus (cf. Mark 10:45; Rom. 3:25; 2 Cor. 5:14,15,21; Heb. 2:17). Some scholars (i.e., C. H. Dodd) feel that a pagan (Greek) concept (appeasing the anger of a deity) should not be applied to YHWH, therefore, they prefer "expiation" whereby Jesus' ministry dealt with mankind's guilt (cf. John 1:29; 3:16) before God and not God's anger against sin. However, both are biblically true. ▣ "for our sins; and not ours only, but also for those of the whole world" This refers to the potential of unlimited atonement (cf. 1 John 3:16; 4:14; John 1:29; 3:16,17; 12:47; Rom. 5:18; 1 Tim. 2:4,6; 4:10; Titus 2:11; 3:4; Heb. 2:9; 7:25; 2 Pet. 3:9). Jesus died for the sin and sins of the whole world (cf. Gen. 3:15; Mark 10:45; 2 Cor. 5:14,15,21). The only thing that keeps the whole world from being saved is not sin, but unbelief. However, humans must initially respond and continually respond by faith, repentance, obedience, and perseverance! SPECIAL TOPIC: YHWH'S ETERNAL REDEMPTIVE PLAN